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História Original: O Pecado Da Liberdade
Postado por
Felipe Ferreira
em
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Arena
Uriel não
sabia quanto tempo havia se passado desde que havia despertado naquela
escuridão opressora. No inferno, o tempo se distorce de maneiras estranhas,
tornando impossível distinguir minutos de horas. O silêncio sufocante ao redor
dele foi quebrado abruptamente quando o som de passos ecoou pelo corredor
sombrio
— pa, pa,
pa— Então, de repente sons de passos
começaram a ecoar naquele lugar – pa pa pa – os passos estavam vindo em direção
a ele.
— ku ku ku... olha só o que temos aqui! Nosso
novato já está acordado e parece pronto para a batalha. — Da escuridão, surgiu um demônio alto, de pele
verde e musculosa, com várias cicatrizes cruzando seu rosto. Sua presença era
imponente, e Uriel pôde sentir a força daquele ser irradiando como uma chama
selvagem..
Uriel analisou
aquele individuo que acabou de chegar – Esse cara... Ele é muito forte! Julgando
por sua aparência e aura, creio que seja um demônio menor.
— O que você
quer — Uriel perguntou em um tom ríspido. Ele já estava cansado das pessoas
zombado dele.
— Ku ku ku parece que temos um novato energético aqui,
mas me pergunto quanto tempo essa energia toda vai durar — O demônio disse sarcasticamente. —
"— Ouvi
dizer que você é uma alma que despertou uma habilidade única, o que é um feito
digno de elogios. Afinal, habilidades únicas conseguem exercer cinco vezes mais
poder que a aura total de seu usuário. Um poder formidável nas mãos certas. Ku
ku ku.
— Dito isso, espero que nos divirta, pelo seu próprio bem. Ku ku ku — o
demônio riu maliciosamente.
— O que você quer dizer com isso, demônio? E aonde esta aquela vadia que me trouxe
aqui?- Uriel perguntou com seus olhos queimando em uma fúria silenciosa.
— Bem...
bem, acho que, como você é um novato aqui, posso explicar algumas coisas.
Normalmente, eu não faria isso, mas já que você tem uma habilidade única, pode
ter algum valor no futuro. Ku ku ku — o demônio claramente estava se divertindo
com a situação.
— Bem, antes
de mais nada, meu nome é Brain, garotinho, e é senhor Brain para você. E
quanto ao que eu quis dizer com isso? Basicamente, a partir de agora, você vai
lutar todos os dias em nossas arenas de batalha para entreter nossos
convidados! E no futuro, se conseguir ficar mais forte, poderá ingressar em
nosso exército e dedicar sua vida à Lady Emily... Isso, é claro, se você
sobreviver. Ku ku ku. Não é um futuro glorioso, novato?
— Tenho
certeza que sim, eu não poderia querer nada melhor — Uriel respondeu sarcasticamente.
— Ku ku ku, gosto do seu senso de humor, vai
precisar dele aqui! —
— Ah, é! E
quanto à sua última pergunta, quem te trouxe aqui foi Lady Sify; ela é um
demônio maior. Se você quer um bom conselho, novato, é melhor esquecer-se dela,
se sabe o que é bom!
As palavras
de Brain confirmaram que o velho prisioneiro já havia dito antes. Uriel sabia
que naquele momento qualquer ato de rebeldia seria suicídio. Ele observaria,
aprenderia, e quando a oportunidade surgisse, fugiria daquele lugar infernal.
Jamais seria escravo novamente. Mas quanto a Sify... Ele teria que seguir o conselho do
Brain, pelo menos por enquanto. Uriel não era forte o bastante para enfrentar
um demônio maior ainda.
— Agora
chega de conversa, vamos! — O demônio agarrou as correntes que prendiam Uriel e
o arrastou a força.
Quando Uriel
saiu daquela prisão e chegou ao coliseu, ele se deparou com uma atmosfera
horripilante.
Ele se
deparou com uma atmosfera horrível. O cenário diante dele era aterrador: uma
arena vasta, cheia de demônios que gritavam, riam e ansiavam por sangue. O ar
estava impregnado de um cheiro de morte e desespero, enquanto as chamas das
tochas dançavam nas paredes de pedra, projetando sombras grotescas. Ele podia
sentir os olhos de centenas de criaturas fixas nele, ávidos por ver o espetáculo.
O ar estava
pesado, saturado pelo cheiro de enxofre e sangue seco, enquanto o rugido das
multidões de demônios ecoava pelas arquibancadas do coliseu. O céu acima era um
mar de chamas turvas, lançando uma luz avermelhada sobre a arena de pedra
negra, coberta de cicatrizes de batalhas antigas. No centro, um grupo de almas
corrompidas aguardava. Esse grupo era formado por diversas raças, entre elas,
vampiros, goblins, súcubos, elfos e humanos, seus olhos brilhando com a agonia
e o desespero de quem não tem mais esperança.
O público,
demônios de várias castas e formas, gritavam e se agitavam em suas cadeiras,
colocando suas apostas com entusiasmo cruel. As gargalhadas e os gritos eram
uma trilha sonora caótica para o que estava prestes a acontecer.
No meio dos
combatentes, uma alma corrompida se destacava. Seu corpo era muito pequeno e cheio
de cicatrizes, músculos deformados e ossos à mostra, cobertos por uma pele fina
e translúcida que pulsava com veneno. Seus olhos, verdes frios como o gelo,
moviam-se freneticamente, analisando os outros combatentes ao seu redor. Não
havia aliados ali. Não havia misericórdia. A única opção era sobreviver.
— Esse
lugar... não é feito apenas para diversão. Quando almas lutam intensamente até
a morte, elas se tornam mais fortes e, consequentemente, ocorre uma evolução.
Isso vale tanto para os demônios quanto para os anjos e seres vivos da Terra.
Esse processo se dá por causa do refinamento da alma causado pela aura.
Neste mundo, existe uma energia universal
conhecida como Energia Natural, que, ao entrar em contato com a alma de um ser
sapiente, é convertida em aura. A aura é o resultado da conversão de Energia
Natural em energia da alma. Ela tende a fluir em conjunto por todo o corpo,
produzindo uma grande massa de energia imperceptível para a maioria dos seres
vivos.
Ao colocar essas almas em constante sofrimento e perigo de 'morte', eles
desejam que essas almas passem por um processo de refinamento e,
consequentemente, de evolução. Transformando uma alma corrompida em um
diabrete, assim aumentando o número de seu exército.
Para eles,
não importa quantas almas pereçam, até porque elas sempre voltam mais tarde,
mesmo que demore um século ou dois. Assim, eles têm um suprimento inesgotável
de soldados. Afinal, é um fato bem conhecido que, exceto por habilidades únicas
e específicas, os únicos que podem 'matar' uma alma no Inferno são os anjos,
com sua aura celestial.
Enquanto Uriel
estava em meio a pensamentos profundos os competidores estão se preparando para
a luta inevitável.
O som do gongo reverberou pela arena, trazendo Uriel
de volta ao presente de forma abrupta. Sua mente, até então imersa em reflexões
sobre os demônios e sua conspiração aberta, agora se focava na sobrevivência.
Ele sabia que cada segundo a partir daquele momento seria decisivo. Ele olhou
ao redor, avaliando rapidamente os outros competidores que se posicionavam,
suas expressões uma mistura de desespero e ferocidade.
Uriel foi o
primeiro a agir. Expandindo sua aura para fora do corpo, ele usou uma técnica
chamada En, que é basicamente a criação de um domo de aura. Dentro do domo, o
usuário pode sentir a presença, os movimentos e a forma de tudo e todos,
obtendo onisciência sobre seus arredores. No passado, essa foi uma das técnicas
que Uriel mais treinou, apresentando um gasto mínimo de aura para utilizá-la.
No momento
que Uriel expandiu sua aura, os outros também o fizeram, uns com mais proficiência
do que outros. Alguns mal conseguiam manter a técnica ativa.
O demônio
pequeno e envenenado no centro da arena chamou sua atenção. Seus olhos verdes
pareciam frios e calculistas, como se estivessem esperando o menor erro de
qualquer um ali para atacar sem piedade. As palavras de Brain ecoavam em sua
mente: "Você vai lutar todos os dias. Se sobreviver poderá ingressar no
exército... e servir lady Emily por toda vida."
— Eu não sabia o que esperar dos meus
adversários, então decidi ativar minha habilidade única: Adapt. Quando ativo essa habilidade,
gasto 30% da minha aura. Essa habilidade única me permite adaptar a qualquer
fenômeno, sejam eles habilidades únicas, venenos, estilos de combate, etc.,
desde que eu tenha tempo e aura suficientes para pagar o custoSempre que
ativada e em contato com a habilidade inimiga, automaticamente ela começa a adaptação. O tempo para que isso ocorra varia,
dependendo da complexidade da habilidade e de seu poder bruto. —
A tensão da
arena pesava como uma sombra sobre Uriel, cada batida do coração um lembrete de
que qualquer hesitação poderia custar sua vida. Ele respirou fundo e sentiu sua
aura enfraquecer enquanto sua habilidade "Adapt" se ativava. 30% de sua energia já haviam sido
sacrificados, mas isso era um preço pequeno a se pagar pela chance de
sobreviver àquele confronto.
O demônio no
centro da arena observava os competidores com frieza, seu olhar buscando
fraquezas. Uriel percebeu que seria imprudente atacar logo de início. Não
conhecia as habilidades de seus adversários e precisava ganhar tempo para que o
"Adapt" começasse a
trabalhar. Seu corpo sentiu uma leve mudança, como se estivesse começando a
calibrar seus sentidos para os perigos ao redor.
A arena,
iluminada por chamas esverdeadas, parecia distorcer a realidade ao redor. Cada
movimento era calculado, cada respiração pesada. Uriel estava consciente de que
a qualquer momento o pequeno demônio venenoso poderia fazer seu primeiro
movimento.
"Seja
paciente," pensou Uriel, enquanto seu olhar varria o campo de batalha. Ele
sabia que seu maior trunfo era sua habilidade de adaptação, mas, para isso,
precisava observar seus inimigos de perto, entender seus padrões e se preparar
para o que viesse.
O som de
lâminas se cruzando ecoou pelo espaço quando o primeiro golpe foi desferido
entre dois competidores mais próximos, mas Uriel se manteve imóvel, observando
com En ativado nada poderia escapar de sua detecção.. O demônio envenenado se
movia com leveza, seus olhos fixos em sua próxima presa. As palavras de Brain
voltaram à mente de Uriel, um lembrete do que estava em jogo.
"Servir
lady Emily pelo resto da vida…" ele murmurou para si mesmo. A vida de um
soldado não era sua primeira escolha, mas entre morrer na arena e viver para
lutar mais um dia, a escolha parecia clara.
Nesse
momento, o duende fixou os olhos em Uriel e decidiu agir. Com extrema
velocidade e frieza no olhar, ele avançou com tudo contra seu inimigo. Uriel
viu tudo isso acontecer com sua percepção aguçada e se preparou para uma luta
difícil, mas que certamente venceria... Não havia outra opção!
Autor: Felipe Ferreira
Comentários

Obrigado pelo capitulo, quando eu puder eu faço uma doaçao, por enquanto to gostando muito da historia
ResponderExcluirObrigado pelo apoio!
ResponderExcluirshow
ResponderExcluirobrigado!
Excluiresperando pelo proximo capitulo
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