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História Original: O Pecado Da Liberdade
Postado por
Felipe Ferreira
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O Espadachim Zumbi
Perona caminhava à frente de Tsuna pelos corredores escuros
e cavernosos de Thriller Bark, o som de seus saltos ecoando nas paredes de
pedra. Seu vestido gótico balançava graciosamente, e os ursinhos fantasmas
flutuavam ao redor dela, como se fossem criaturas vivas e igualmente curiosas.
Tsuna, com expressão cautelosa, seguia logo atrás, tentando entender onde havia
se metido.
"Bem-vindo ao seu novo lar, Tsuna," disse Perona
com um sorriso travesso. "Este é o maior navio do mundo, e eu diria que o
mais bonito também. Gótico e perfeito, assim como eu, né? Horo Horo Horo!"
A risada dela ecoou pelo corredor, e Tsuna sentiu um arrepio.
"É... sinistro," ele murmurou, olhando para as
paredes sombrias e as sombras que pareciam dançar quando ele não estava olhando
diretamente para elas.
Perona virou-se, com um sorriso divertido. "Sinistro é
a melhor parte! Se você prefere lugares alegres e coloridos, vai ter que se
acostumar... Ou talvez eu possa te deixar mais 'negativo', se preferir. Horo
Horo Horo!"
"Passo," respondeu Tsuna, tentando manter uma
postura firme, embora estivesse claramente desconfortável com a ideia de ser
atacado por um dos fantasmas de Perona.
"Que sem graça," ela retrucou, batendo levemente o
pé no chão. "Mas relaxa, eu vou te mostrar coisas divertidas por
aqui." Perona o guiou por uma escada estreita que rangeu a cada passo.
Eles chegaram a uma sala de banquetes grandiosa, com janelas enormes que davam
vista para o mar enevoado.
"Esse é o salão de festas," disse Perona, fazendo
um gesto dramático com as mãos. "Às vezes, fazemos grandes festas... com
zumbis. Você devia ver como eles dançam, é hilário!" Ela piscou para ele,
rindo. "Quer ver uma demonstração?"
"Dançando? Zumbis?" Tsuna parecia perplexo.
"Sim, e eles são ótimos dançarinos. Vou te mostrar mais
tarde," Perona respondeu casualmente, enquanto voltava a andar.
No caminho, ela olhou para ele por cima do ombro.
"Espero que você goste de fantasmas. Às vezes, eles aparecem para... fazer
companhia. Horo Horo Horo!"
Tsuna engoliu seco, imaginando o que ela queria dizer com
"companhia". Mas antes que pudesse pensar muito, Perona abriu uma
porta revelando um quarto pequeno, mas aconchegante, com uma cama de dossel e
cortinas escuras.
"E aqui está seu quarto. Bonito, né? Um quarto de
prisioneiro especial," disse ela, maliciosa.
"É... legal, eu acho," murmurou Tsuna. "Não
parece que eu tenho muita escolha."
Perona riu, batendo de leve no ombro dele. "Claro que
não. Mas eu vou cuidar de você. Vai ser divertido... para mim. Horo Horo
Horo!" Ela piscou para ele antes de sair, mas não sem deixar um comentário
final: "Você é fofo, Tsuna. E... eu gosto de ter brinquedinhos por
perto."
Tsuna ficou sozinho no quarto, refletindo sobre tudo. Ele se
perguntava o que viria a seguir.
Na manhã seguinte, Tsuna foi despertado por um barulho de
passos pesados. Ao sair do quarto, encontrou um zumbi esperando por ele, que o
guiou até um campo de treino ao ar livre. Quando chegaram, Tsuna viu um
espadachim zumbi, vestindo um quimono rasgado, com uma bandana na cabeça.
"Então você é o novato," disse o zumbi com uma voz
rouca. "Moria-sama mandou eu treinar você. Yo ho ho! Vamos ver se você
consegue sobreviver."
Tsuna sentiu um calafrio ao olhar para aquele zumbi, mas
tentou manter a calma. "Estou pronto," disse, embora suas mãos
tremessem levemente.
Antes que a luta começasse, a voz de Perona ecoou pelo
campo. "Horo Horo Horo! Quem diria que o brinquedinho ia brincar de
espadachim!"
Perona estava sentada em uma poltrona luxuosa, com seus
fantasmas flutuando ao redor, observando com um sorriso malicioso. "Isso
vai ser divertido de assistir."
O espadachim zumbi, que agora Tsuna sabia que se chamava
Ryuma, não perdeu tempo. "A primeira lição é simples: sobreviva." Ele
avançou com sua espada, mas Tsuna, com seus reflexos rápidos, tocou uma pedra
no chão, ampliando seu tamanho até que ela bloqueasse o golpe de Ryuma.
"Yo ho ho! Impressionante, garoto! Mas só isso não vai
salvar seu traseiro por muito tempo," Ryuma zombou, girando a espada com
habilidade. "Eu adoraria ter um pouco mais de... carne nos ossos para
testar sua força de verdade. Yo ho ho!"
Perona riu ao fundo. "Horo Horo Horo! Você conseguiu
sobreviver a um golpe! Mas não pense que isso é o suficiente."
A luta continuou, com Tsuna aumentando a velocidade de
pedras e objetos para tentar acertar Ryuma, mas o espadachim desviado ou
destruía tudo com sua espada. A cada falha de Tsuna, Ryuma soltava mais piadas.
"Yo ho ho! Você devia estar morto de cansaço... como eu! Yo ho ho!"
Ele levantava as costelas como se estivesse mostrando que nem sentia os golpes.
Tsuna, frustrado com os comentários e a risada de Perona,
cerrou os dentes. Ele sabia que tinha que se focar. Dessa vez, ele tocou o
chão, criando uma muralha de pedras entre ele e Ryuma.
"Agora ou nunca..." murmurou Tsuna, lançando uma
pedra com velocidade máxima contra Ryuma. O espadachim desviou no último
segundo, mas por pouco. Perona bateu palmas, rindo. "Horo Horo Horo! Você
assustou o Ryuma! Isso foi inesperado."
Ryuma riu, ajeitando sua espada. "Yo ho ho! Quase me
pegou. Bom trabalho, garoto. Mas por hoje já deu. Amanhã eu te ensino a
defender... se sobreviver, claro. Yo ho ho!" Ele se afastou lentamente.
Perona se aproximou de Tsuna, inclinando-se para sussurrar
no ouvido dele. "Você não morreu, então já é um começo, brinquedinho. Mas
quem sabe, um dia você fique forte o suficiente para me dar uma 'lição', hein?
Horo Horo Horo!" Ela disse com um tom malicioso, rindo enquanto ele ficava
vermelho de raiva.
"Eu vou ficar mais forte e você vai ver," disse
Tsuna, determinado.
"Espero que sim, meu fofo brinquedinho. Vai ser
interessante ver o que você faz."
Autor da história: Felipe Ferreira

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