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História Original: O Pecado Da Liberdade
Postado por
Felipe Ferreira
em
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Sinopse: Um garoto rouba uma Akuma no Mi de um navio pirata e, enquanto tenta escapar de seus perseguidores, acaba caindo nas mãos de Gecko Moria.
Perseguição
Um garoto
apertava os remos com toda a sua força, seu coração disparado, enquanto o
pequeno barco de madeira cortava as águas agitadas do oceano. As ondas batiam
contra a lateral da embarcação, jogando gotas de água salgada em seu rosto, mas
ele não podia se dar ao luxo de parar. Seus olhos se voltavam constantemente
para trás, onde o navio pirata que o perseguia aparecia como uma sombra
ameaçadora no horizonte.
"Ali
está ele!" A voz grave de um dos piratas cortou o ar, e o garoto sabia que
a distância entre eles estava diminuindo rapidamente. O vento não estava a seu
favor, e os remos não eram páreos para o enorme navio à vela que o caçava. Em
sua mão, ele segurava firmemente a Akuma no Mi que havia roubado. A fruta,
coberta por espirais estranhas e uma cor que parecia mudar sob a luz, era sua
única chance de ter um futuro onde poderia ser forte e livre.
As velas do
navio pirata começaram a se inflar ao máximo com o vento forte. Ele ouviu o som
dos canhões sendo preparados e sentiu o medo gelar sua espinha. Em desespero,
olhou para frente e viu uma névoa densa se aproximando rapidamente, como uma
parede fantasmagórica erguendo-se do oceano: o Triângulo Florian.
"Isso é
loucura... Mas é a única saída!" ele pensou, tomando uma decisão que
poderia muito bem ser fatal. Virou o barco em direção à névoa, mergulhando sem
hesitação nas profundezas traiçoeiras daquela região misteriosa. As histórias
que ouviu sobre navios desaparecendo e monstros marinhos assombravam sua mente,
mas a alternativa de ser capturado pelos piratas era muito pior.
O som dos
canhões ecoou em suas costas, e ele viu a água explodir ao redor do barco, mas
não houve impacto direto. O garoto desapareceu na espessa névoa do Triângulo
Florian, onde até mesmo o sol parecia desaparecer. O silêncio tomou conta.
Apenas o som das ondas, mais calmas agora, preenchia o ambiente. Ele sabia que
os piratas não ousariam segui-lo ali.
Os gritos de
seus perseguidores se tornaram distantes, até que não se ouviam mais. O garoto
sorriu, exausto, mas aliviado. Ele havia despistado seus caçadores. Agora,
restava sobreviver ao que quer que o Triângulo Florian tivesse a oferecer.
O barco do
garoto finalmente encostou nas margens sombrias de Thriller Bark. A neblina
densa que envolvia o lugar deixava tudo ainda mais misterioso e opressivo. Ele
havia ouvido histórias sobre essa "ilha" flutuante—sobre monstros e
sombras que a habitavam—mas nunca pensou que um dia se encontraria ali,
especialmente depois de ter escapado dos piratas.
Ao pisar nas
tábuas rangentes do cais, sentiu um frio na espinha. A escuridão era densa, e o
silêncio, perturbador. Ele apertou a Akuma no Mi contra o peito. "Se me
pegarem agora, eles vão tomar isso de mim", pensou, seus olhos movendo-se
rapidamente de um lado para o outro. Ele sabia que essa fruta era a única coisa
que poderia garantir seus sonhos. Sem hesitar, abriu a boca e mordeu a fruta.
O gosto era
horrível, amargo como nada que ele já havia provado antes. Quase cuspiu de
volta, mas engoliu à força. "Argh... que gosto horrível!" ele
murmurou, sentindo um arrepio percorrer seu corpo. "É melhor que valha a
pena."
Antes que
pudesse testar seus novos poderes, ouviu um som ecoando pelas ruínas: um passo
pesado, seguido de um riso baixo e sinistro. O garoto congelou, olhando ao
redor, mas a neblina e as sombras dificultavam sua visão. Então, uma figura
colossal emergiu da escuridão. Gecko Moria, o imponente Shichibukai, apareceu à
frente dele, sua sombra distorcida e gigantesca, com aquele sorriso perverso
que sempre exibia.
"Kishishishi...
o que temos aqui?" Moria gargalhou, seus olhos vermelhos brilhando.
"Um intruso ousado em Thriller Bark... e com uma Akuma no Mi, nada
menos."
O garoto deu
um passo para trás, tentando manter a calma, mas a presença de Moria era
sufocante. Ele apertou os punhos, sentindo um calor estranho percorrer seus
dedos. "Fique longe de mim!" gritou, tentando esconder o medo.
"Você
realmente acha que pode fugir de mim? Kishishishi... que interessante! E já
comeu a fruta, hein? Isso vai ser divertido..." Moria sorriu, estalando os
dedos. De repente, das sombras, apareceram figuras esqueléticas e deformadas—os
zumbis de Moria, prontos para atacar.
O garoto não
tinha tempo para pensar. "Eu... eu posso fazer isso!" Ele estendeu a
mão, tocando uma pedra ao seu lado. Sem saber exatamente como funcionava,
concentrou-se em seu novo poder. Em um instante, a pedra se expandiu até o
tamanho de um barril gigante.
Os zumbis
hesitaram por um momento, surpresos pela habilidade, mas logo Moria começou a
rir ainda mais alto. "Kishishishi! A Moa Moa no Mi, hein? Você pode
aumentar o tamanho das coisas... mas isso não vai te salvar."
O garoto,
desesperado, tocou seu próprio barco e tentou aumentar a velocidade, esperando
usá-lo para fugir. Mas, antes que pudesse alcançar o barco, uma sombra imensa
se ergueu sob seus pés. Era Moria, controlando sua sombra com o Kage Kage no
Mi.
"Sombra,
pegue-o!" Moria ordenou, e a sombra dele agarrou o garoto, imobilizando-o
completamente.
"Não...
não!" Ele tentou lutar, mas seus movimentos eram inúteis contra o poder
esmagador de Moria. Sentiu o ar sumir dos pulmões enquanto a sombra o envolvia
como uma armadilha apertada.
"Kishishishi!
Bem-vindo a Thriller Bark, garoto. Agora você é meu prisioneiro." Moria
sorriu malignamente, enquanto seus zumbis arrastavam o garoto para as
profundezas da ilha, onde o destino dele estaria selado.
Autor da fanfic: Felipe Ferreira
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