- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
História Original: O Pecado Da Liberdade
Postado por
Felipe Ferreira
em
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Acordo com o som calmo das ondas quebrando suavemente contra o casco do navio. Uma brisa fresca invade o quarto enquanto o sol nasce no horizonte, pintando o céu de tons dourados e alaranjados. Espreguiço-me, tentando não fazer barulho para não acordar ninguém, e peguei um livro que li recentemente, uma obra intrigante sobre jardinagem e cultivo de plantas raras.
Caminho pelo convés, onde o dia já parece promissor. A brisa do oceano traz consigo o cheiro de sal e mar, misturado ao leve aroma das flores que enfeitam o Sunny. Encontro uma cadeira confortável, sento-me e começo a ler, deixando que a tranquilidade da manhã me envolva.
Pouco depois, vejo Luffy, nosso capitão, surgindo com passos cambaleantes, claramente ainda meio sonolento. Ele boceja com força, coçando a cabeça enquanto seus olhos tentam se ajustar à luz do dia.
— Bom dia, Capitão — cumprimento com um sorriso.
— Bom dia, Robin — responda ele, bocejando mais uma vez. — Hum, estou com fome.
— Imaginei, rsrs. Mas ainda vai demorar um pouco para que Sanji termine o café da manhã.
— Eu sei, mas Sanji poderia ser mais rápido... e fazer 5 toneladas de carne pra mim — diz Luffy, com olhos quebrados.
Eu rio levemente. Luffy sempre encontra uma maneira de me divertir.
— Você parece cansado. Dormiu tarde? — pergunto com preocupação.
— Só um pouco. Nami ficou me enchendo ontem pra eu ficar de guarda de madrugada... — diz ele, bocejando de novo. — Acho que vou tirar mais um cochilo.
— Por que você não descansa um pouco? — sugiro gentilmente. — Está tranquilo agora, e você pode colocar a cabeça no meu colo.
Luffy olhou para mim estranhamente por alguns segundos, mas logo concordou.
Ele se mudou, ainda coçando a cabeça e bocejando. Apesar de parecer um pouco hesitante, o cansaço evidente o fez aceitar o convite sem questionar muito.
Ajeitei-me na cadeira, cruzando as pernas para criar um espaço confortável, e dei uma leve batidinha no colo, proporcional para ele se deitar. Luffy se abaixou, ajustando sua posição até apoiar a cabeça nos meus joelhos.
— É confortável? — querendo com um sorriso suave, enquanto começava a passar os dedos pelos cabelos bagunçados dele.
— É sim... Obrigado, Robin — respondeu Luffy, já relaxando, a voz ficando sonora.
O silêncio caiu entre nós, interrompido apenas pelo som rítmico das ondas batendo contra o navio e o canto ocasional de uma gaivota ao longe. Peguei meu livro e equilibrei-o com uma das mãos enquanto continuava a acariciar os cabelos de Luffy com a outra. Ele parecia completamente à vontade, soltando pequenos resmungos enquanto se ajeitava ainda mais.
Por um momento, olhei para ele e sorri. Era raro ver Luffy tão quieto, tão vulnerável. Ele estava sempre cheio de energia, liderando todos com seu jeito impulsivo e determinado. Ver esse lado mais tranquilo dele era quase... encantador.
— Você tem um cabelo bem macio, sabia? — comentei casualmente, mais para mim a mesma coisa que para ele.
- Zumbir? — murmurou Luffy, os olhos meio fechados. — O Chopper disse isso uma vez... Acho que é porque eu não me preocupo muito com essas coisas.
Ri baixinho, divertido pela resposta despretensiosa dele. Voltei ao livro, mas mantive o gesto delicado de acariciar os cabelos dele, agora mais absorta na leitura.
Pouco tempo depois, o som de passos leves no convés anunciou a chegada de alguém. Nami apareceu, carregando uma prancheta, o que indicava que estava conferindo algo sobre a rota. Ao notário Luffy dormindo no meu colo, ela profundamente uma sobrancelha, surpresa.
— O que aconteceu aqui? — disse Nami, com a voz rica de curiosidade.
Ergui os olhos do livro com um sorriso sereno.
— Ele estava exausto, então ofereceu um lugar para ele descansar. Não é nada demais.
— É, mas... no seu colo? — Nami piscou, como se tentasse entender a cena inusitada.
Dei de ombros, despreocupada.
— Ele parece confortável, não acha? — respondi, com um tom de brincadeira.
Nami bufou, balançando a cabeça, mas não disse mais nada. Apenas murmurou algo sobre "coisas esquisitas que só aconteceram neste navio" antes de voltar para o que estava fazendo.
Fiquei apenas observando-a se afastar, satisfeita com o momento de tranquilidade. Enquanto Luffy respirava suavemente, agora completamente adornado, voltei ao meu livro, apreciando a rara calmaria daquele dia.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos

Comentários
Postar um comentário